Catarina Pinto Correia, Sócia Co-Responsável pela área de Ambiente & Clima, é citada num artigo da Revista Sustentável sobre as novas exigências que as empresas irão sofrer na comunicação de alegações ecológicas.

No artigo, intitulado “Alegações ecológicas: o ‘verde’ vai ter de (se) provar”, Catarina Pinto Correia analisa o reforço das regras europeias em matéria de sustentabilidade e proteção do consumidor, alertando que as empresas deverão preparar-se para alterações relevantes nas obrigações associadas à comunicação ambiental.

“Vai mudar muita coisa a nível das obrigações ecológicas já a partir de setembro”, afirma, destacando, no curto prazo, a Diretiva relativa à capacitação dos consumidores para a transição ecológica. As novas regras introduzem limites mais claros à utilização de práticas comerciais relacionadas com a sustentabilidade e procuram combater alegações falsas, vagas, genéricas ou insuficientemente fundamentadas.

Entre as práticas que exigirão maior atenção estão a utilização de expressões como “verde”, “eco”, “sustentável” ou “amigo do ambiente” sem comprovação, a apresentação de alegações sobre a totalidade de um produto quando apenas se aplicam a um componente e a utilização de rótulos ou selos criados pelas próprias marcas sem certificação independente.

Catarina Pinto Correia sublinha ainda que as alegações ambientais deverão assentar em métricas, datas, metodologias e elementos verificáveis. O mesmo cuidado deverá ser aplicado às embalagens, aos rótulos, às campanhas e aos relatórios de sustentabilidade.

Perante este novo enquadramento, a solução não passa por deixar de comunicar. As empresas deverão evitar tanto o greenwashing como o greenhushing, garantindo que as suas mensagens de sustentabilidade são claras, específicas e sustentadas por informação que possa resistir ao escrutínio.