A sucessão, a governação e a gestão de conflitos continuam a ser alguns dos temas mais críticos para a sustentabilidade das empresas familiares.
Estas são as principais conclusões do artigo assinado por Miguel Ventura.
Sob o título “Gestão de Empresas Familiares: Sucessão e continuidade, comunicação, relacionamento e gestão de conflitos”, Miguel Ventura analisa as especificidades deste tipo de organizações, que representam uma parcela significativa da economia nacional e desempenham um papel determinante na criação de riqueza e emprego.
No artigo, o advogado sublinha a relevância económica destas empresas, afirmando que “as Empresas Familiares têm um impacto muito significativo em todas as economias e a economia portuguesa não é exceção”, acrescentando que estas organizações“são um motor da economia”.
Entre os principais desafios identificados, destaca-se a sucessão geracional. Segundo Miguel Ventura, a escolha das futuras lideranças pode determinar o sucesso ou a perda de valor do negócio, sendo frequentemente influenciada por fatores emocionais e familiares. O autor alerta, por isso, para a importância do planeamento antecipado, defendendo que “a melhor forma de mitigar os riscos da sucessão é planeá-la com tempo e método”.
O artigo aborda igualmente o papel da governação na prevenção e resolução de conflitos, salientando que regras claras e processos bem definidos contribuem para a estabilidade das relações entre a família e a empresa. Neste contexto, Miguel Ventura considera que“a governação eficaz é o principal instrumento de prevenção de conflitos e o que mais ajuda a resolver conflitos quando eles efetivamente ocorrem”.
Na conclusão, o autor reforça que o sucesso das empresas familiares depende da capacidade de potenciar as vantagens competitivas associadas à sua natureza, mitigando simultaneamente os riscos que lhes são próprios. Como refere, “o sucesso está em potenciar as suas vantagens competitivas resultantes de ser uma empresa familiar, e na mitigação dos seus riscos particulares”, destacando ainda a importância de um sistema de governo sólido, apoiado por instrumentos como os protocolos familiares.