Magda Cocco assina um artigo de opinião no Jornal de Negócios sobre uma das transformações mais relevantes no atual panorama tecnológico: a evolução da Inteligência Artificial de ferramenta para agente autónomo.

No artigo, destaca que “os agentes de IA estão a emergir como a próxima grande transformação tecnológica nas empresas e, ao mesmo tempo, como um teste decisivo ao modelo europeu de regulação digital”. Ao contrário das soluções de IA generativa utilizadas atualmente para responder a pedidos específicos, estes sistemas são capazes de planear, decidir e executar tarefas de forma relativamente autónoma, interagindo com diferentes sistemas, dados e processos organizacionais.

Para Magda Cocco, o potencial destes agentes é significativo, mas levanta igualmente desafios complexos para as empresas. “A pergunta não é se isso acontecerá, mas como”, afirma, alertando para a necessidade de integrar a discussão sobre IA numa agenda mais ampla de governação, gestão de risco e ética.

O artigo sublinha ainda que a supervisão humana e a cibersegurança serão elementos centrais neste novo contexto. Como refere a autora, “não chega ‘pedir’ ao modelo, em linguagem natural, que se comporte bem”, sendo necessário garantir mecanismos robustos de controlo, auditoria e responsabilização.

A Sócia da VdA deixa uma reflexão sobre o impacto desta evolução tecnológica na sociedade e nas instituições democráticas: “No limite, o verdadeiro debate é político e social: num mundo em que decisões relevantes para a economia e para a nossa vida quotidiana são tomadas por cadeias de agentes artificiais, conseguiremos garantir que a agência humana dos cidadãos, das empresas e das instituições democráticas continua a ser substantiva, e não apenas decorativa?”.

  • Este artigo foi publicado na edição impressa do Jornal de Negócios de 9 de julho.