Paula Gomes Freire dá uma entrevista ao Jornal Económico onde defende uma advocacia cada vez mais estratégica, adaptável e aberta a novas oportunidades, sublinhando que o crescimento sustentável exige foco no cliente, diversificação e capacidade de transformação num contexto económico e tecnológico exigente. Reconhece que o último ano foi desafiante, mas destaca sinais positivos de recuperação e reforça a importância de uma visão clara: “o essencial é entregar valor aos nossos clientes e apostar e fazer com que as pessoas que temos dentro de casa possam atingir o seu máximo potencial”.

Aponta o dinamismo do mercado e a retoma gradual da atividade transacional como fatores encorajadores, embora admita que o contexto continua exigente e competitivo. Ainda assim, mantém uma perspetiva otimista: “É um bom sinal, não há dúvida. Este primeiro trimestre de 2026 vem marcado por essa onda também mais positiva e parece-me um ótimo sinal”.

Sobre a crescente concorrência internacional e a pressão sobre margens, Paula Gomes Freire destaca a importância de um posicionamento claro e diferenciado: “Nós temos uma estratégia clara, um posicionamento muito próprio e bem definido que nos tem permitido fazer um caminho e que nos permite olhar para o futuro com enorme confiança”.

A transformação tecnológica, especialmente com o impacto da inteligência artificial, é vista como inevitável e estruturante para o setor: “A IA vem acelerar, desde logo, uma coisa que ao longo dos anos tem sido um dos importantes ativos da atividade da advocacia, que é o acesso ao conhecimento especializado”.

Reforça também a necessidade de evolução do modelo de negócio das sociedades de advogados, nomeadamente ao nível da gestão de talento e da estrutura organizativa, defendendo maior flexibilidade e adaptação: “Este caminho está a acontecer porque, de facto, esta necessidade de adaptação, de sermos muito mais eficientes, mais ágeis, mais capazes de responder depressa aos desafios, está aí em cima da mesa nas empresas”.

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